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quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Perfect

I lived my hole life trying to be perfect.

The perfect kid doesn't cry, much less does she cry uglyly.

So, the only time I was a pretty crier was when I stopped trying.

When I actually felt my feelings for her in a genuine manner the tears strolled down my face seamlessly.

When there was nothing to be perfect about, perfection came to me.

Texto Autoral

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

9 vidas

Eu já vivi sete vidas. Na primeira eu morri ao nascer. Talvez na sorte dos principiantes ou, quem sabe, na sabedoria dos ignorantes.

Essa vida foi fugaz. Vi o mundo despertar ao meu redor com todos os seus incômodos e não resisti - Adoeci. Assim foi-se uma chance. Não que nada se aprendesse dali. Da próxima vez eu já estaria preparada. E assim, passei a ser resiliente, aproveitei os pequenos momentos - tal qual a criança - que, inconsciente da velocidade da vida, aproveita cada momento, ouvindo a sabedoria dos seus pais. Mas, por não saber de nada além disso, nunca se afasta da sombra da família. Morri ali novamente, - duas vezes - uma ao ver meu pai partir e definitivamente ao ouvir o último suspiro da minha mãe.

Na minha quarta vida, eu me perdi. Adolescentes costumam fazer isso. Eu bebi, eu fumei, fiz todas as amizades erradas e, consequentemente, não durei muito. Logo tudo acabou novamente e eu me vi perdida. Querendo fugir de mim, na quinta vez, eu viajei. Não comi, comi demais. Chorei e não saí da cama, mas nas andanças entre um poço e outro, encontrei algumas pessoas que valiam a pena. Dessa vez, as pessoas não foram o suficiente e eu me suicidei, talvez por não encontrar o que não sabia que estava procurando. 

Na sexta vida, no entanto, eu já estava atenta: me encontrei logo com os meus. As festas nas casas dos amigos e as refeições compartilhadas com paixões me distraíram do que aprendera com meus pais e, vivendo apenas de arte, não sobrevivi muito tempo.

Hoje, estou na sétima vida e acho que ainda não sei ao certo o que quero. Lembrei dos conselhos dos meus pais, achei um emprego estável e vivo em uma cidade pacata, vou à festas com amigos, bebo um pouco aos fins de semana e achei um amor, mas parece que esqueci de mim.

Por isso, escrevo este memorando, para lembrar na oitava, de passar mais tempo comigo mesma e com meus cachorros. Dançando, pintando, trabalhando e escrevendo. Sozinha. Tentar não buscar nos outros amores mais permanentes do que o meu próprio. Assim, talvez na nona tentativa eu acerte.

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Escrevi isso para entendermos que talvez - e apenas talvez - a vida não seja curta demais. Porque... Não sei você, mas eu já vivi sete vidas em uma e espero fazer caber aqui mais algumas ainda. E, sinceramente, até agora deu e tem dado tempo de viver tudo. Então, se um gato tem sete ou nove vidas (de acordo com a crença de cada um) é possível que nós tenhamos muito mais do que nos permitimos.

Texto autoral

Inspiração: Video de Poesia Falada - "Save me an Orange" 

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Você Nem Imaginaria

As coisas começaram a não fazer muito sentido de novo. Eu não sei o que estou fazendo - mas até ai, quem sabe? - o que eu quero dizer é... as coisas não estão fáceis. É parcialmente por conta de dinheiro, mas acho que não é só isso. É um pouco a realização de que não tem muito mais na vida do que isto e, há algum tempo atrás, parecia que só isso seria o suficiente, mas não é. Pelo menos, agora não é. Talvez seja só porque estou sem meus remédios. Eu gosto de estar sem os meus remédios às vezes. Sinto falta de pensar e sentir. Sentir profundamente. O problema de sentir profundamente, ou pelo menos, o MEU problema de sentir profundamente é que não dá para controlar o quão profundo, quanto e quando sentir, por isso os remédios. Mas às vezes eu sinto falta de me sentir mais eu e menos, sei lá, mundana. Há! MundAna! Irônico, né?! Tudo que eu mais queria na vida era ser "normal" e as pessoas adoram dizer que não existe esse tal "normal", mas existe sim e quando eu tomo as minhas medicações eu me sinto normal. Vai ver é por isso que eu não me sinto muito eu. Faz parte de mim ser estranha e profunda, mas infelizmente, também faz parte de mim ser triste, brava e no geral louca e agressiva. Isso talvez queira dizer que eu nunca vou poder ser 100% eu para ter a vida que eu acho que eu quero. Não. Não que eu ACHO que eu quero, que eu QUERO. Porque, eu quero ser feliz, e gentil, e carinhosa e BOA! Mas é bom, bom saber que ainda está aqui seja lá o que isso for, esse pedaço de mim que, pelo menos às vezes, eu posso tocar, que de vez em quando eu posso ser. Tem uma coisa que ouvi em um filme hoje, algo como "o lado bom de ser estranho é que ninguém espera que você seja como eles" e é verdade. Quando você é constantemente estranho e diferente é que ninguém liga muito para você ou o que você faz. Às vezes é ruim e, às vezes, é bom. Só que você se acostuma a não ser levado a sério e quando precisa que o que faz ou o que diz seja levado em consideração é difícil. É preciso se enquadrar para viver bem e ganhar bem. "Ser você mesma nunca vai ser o suficiente", é o que eu penso lá no fundo, que eu nunca vou poder ser eu mesma para ter sucesso no vida e é claro que eu tenho os meus momentos de rebeldia, mas existe uma tênue linha onde você pode caminhar com estes atos sem ser completamente escrachada e isolada, um limite do qual não se pode passar, um limite até o qual você é útil e, por isso, você é livre. Mas depois dali... é cada um por si. Então, eu não sei o que eu quis dizer com tudo isso, mas obrigada, estou me sentindo melhor. Agora só falta chorar.

Texto autoral

quinta-feira, 1 de julho de 2010

TIRED


       I'm tired of everything. I don't want this anymore. I thought I was happy. But now my life is a nightmare! Maybe, I need to change my habits and acknowledge my achievements.
      But I still want to forget everything: what I did, what I thought... What is happening? I don't understand anything around me.
           Maybe I'm getting crazy, and why not? I don't know. 

          Why think when you can feel? I DON'T KNOW!
          Maybe this is a societal pattern. It's unfair, but I deserve it. I have the worst past. I was a "bad girl". I made the most horrible things in the world.
         But I'm over it and I think the best thing is to stop it. I won't decide anything about anything and the ones troubled with it can leave now, and stop bugging me.

           I wish I could change my address, because I don't want you close to me anymore.

          (2010-06-27) Ana Letícia de Azevedo Cajazeira